Situado em Landim, não muito longe da casa-museu de Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, a data da criação do Mosteiro de Santa Maria de Landim é desconhecida.

Sabe-se que foi seu fundador D. Gonçalo Rodrigues da Palmeira, fidalgo de relevo da corte de D. Teresa, mãe do fundador da nacionalidade, D. Afonso Henriques, que terá fundado o primitivo Monasterio de Nandim entre 1110 e 1128, tendo-o dotado mais tarde com o domínio da Palmeira por couto de D. Afonso Henriques. A doação foi confirmada pelos seus filhos em documento de 1177. O Mosteiro adoptou a tradição hispânica, reformada pelos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, ordem a que terá pertencido até à data da sua extinção em 1770.

À data da sua fundação, nos inícios do séc. XII, o Mosteiro era em estilo românico e dele ainda existem vestígios, como os capitéis, as arcadas cegas na capela da igreja e alguns capitéis geminados com motivos da época. A igreja era de uma só nave, tinha tectos de madeira e um portal de três arquivoltas, cujos restos se encontram no antigo cemitério.

A reforma do séc. XIII instalou a actual abóbada da capela e levantou a altura da nave, sendo dessa época alguns dos ornamentos românicos que resistiram às alterações posteriores. A grande transformação viria a ocorrer no séc. XVI. A reconstrução maneirista, marcada pelo estilo arquitectónico da Companhia de Jesus.

Caracteriza-se pela fachada da igreja, reconstruída em três corpos lisos, divididos horizontalmente por cornijas rectilíneas, com galilé de três arcos e coro alto, e a edificação da torre e nave colateral.

Os interiores conheceram sucessivas remodelações ao longo do séc. XVII e XVIII com a utilização de azulejaria, como a que se pode observar na Casa do Paço. Alguns trabalhos de talha barroca que se podem ver no retábulo da Capela e no arco de transição da nave ou no fantástico tecto da Sala do Capítulo. É ainda do séc. XVIII o órgão, cuja construção invulgar justificaria restauro urgente.

A sul do conjunto monástico temos o Parque e a Cerca que se estende por vastas terras agrícolas, no prolongamento de uma magnífica mata de carvalhos.

Actualmente, o Mosteiro de Landim mantem-se num estado de conservação exemplar graças à família proprietária que o adquiriu depois da extinção das ordens religiosas e que mantém até hoje a sua administração.

Texto de Salomé Reis para os portais Portugal-Tourism.com.